domingo, 20 de outubro de 2013

Orai sem cessar - Evangelho dominical (20/10)

Evangelho do 29º Domingo do Tempo Comum (São Lucas 18, 1-8)


Jesus contando-nos esta parábola nos conforta, no que diz respeito a nossos pedidos a Deus. O juiz na parábola é um homem que não tem temor a Deus, agindo de maneira injusta com quem mais precisa; a viúva persiste em solicitar justiça e é ouvida.

A insatisfação com alguma realidade ou situação nos preenche de um sentimento único de indignação, que gera insistência e perseverança. Nós ao pedirmos algo a Deus, devemos persistir, clamar por seu auxílio; se nos desanimarmos, estaremos por nos acomodar com a injustiça, e como filhos de Deus não podemos nos conformar com a injustiça.


sábado, 19 de outubro de 2013

Solenidades, Festas e Memórias: qual a diferença?

Com certeza em algum momento, você, leitor, deve ter se deparado com essa duvida: mas qual é a diferença (principalmente) entre Festa e Solenidade? E as Memórias?
E também muitas vezes nós nos perguntamos porque a Santa Missa do domingo não celebra especialmente algum santo de nossa devoção...
E é justamente sobre isso que vamos falar hoje.

A primeira coisa que se deve saber é que são três as categorias: Solenidade, Festa e Memória (a Memória pode ser Obrigatória ou Facultativa).

Vamos entender: as três categorias possuem um grau de importância e o que diferencia uma da outra geralmente é a presença ou a ausência de alguns elementos litúrgicos.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

16/10 - Santa Margarida, exemplo de Santidade e amor a Jesus Sacramentado

Eis aquele coração que tanto amor tem pra dar
Mas este povo rejeita, Margarida vai anunciar
Margarida tão jovem ainda, sofrendo grande humilhação
Escreveu seus pecados e faltas pra ler na confissão

Margarida Maria Alacoque monja da visitação
Nomeada mestra das noviças tinha uma grande missão

Margarida Alacoque nasceu no dia 22 de julho de 1647. Em 20 de junho de 1671 entra pra o Convento da Visitação. Morre em odor de santidade em 17 de outubro de 1690. Aos 18 de setembro de 1864 é declarada Bem Aventurada pelo Papa Pio IX e em 13 de Maio de 1920 é declarada Santa pelo Papa Bento XV.

A intenção deste texto não é contar a história de Santa Margarida. Existe sua autobiografia. A intenção aqui é retratar o quão a jovem amou a Cristo na Eucaristia, mais do que a sua própria vida. E nos ensina a verdadeira missão de todo Católico Apostólico Romano.

Como todos os Santos da Igreja Católica, Margarida não teve vida fácil. Perdeu o pai cedo, cuidou da mãe doente e sofreu perseguição de pessoas que queriam dominar sua vida. Foram 19 anos dentro do convento sofrendo perseguições e doenças misteriosas.

A canção diz “Eis aquele coração que tanto amor tem pra dar”. Esse coração é dado em perfeita gratuidade a Margarida. Coração ardendo de paixão e amor pela humanidade hipócrita, imunda e ingrata. Mas o Sagrado Coração de Jesus se consome em amor. E essa é a missão de Margarida: propagar a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, que se consome em amor.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A liturgia dos sacramentos e a vida cristã


O centro de toda a vida cristã está na Eucaristia e na celebração dos Sacramentos. O Concílio Vaticano II (cvII), na constituição Sacrosanctum Concilium, ensina que especialmente pelo sacrifício Eucarístico se opera a nossa redenção. Cristo, o enviado do Pai está presente nas ações litúrgicas da Igreja e opera na pessoa do sacerdote ordenado, se faz presença nas espécies do pão e do vinho e é ele mesmo o altar do sacrifício, “sacrifício de si mesmo”.

Sendo a Eucaristia o ato central para a vida do cristão, em nada exclui e nem diminui a importância dos demais Sacramentos da Igreja que santificam as várias circunstâncias da vida humana. Assim, a Liturgia dos Sacramentos transporta as graças divinas aos que se dispõe a recebê-las conforme orienta e instrui a santa mãe Igreja. Pode-se dizer que a Liturgia norteia toda a vida do cristão, e em cada momento específico da vida nos transmite as graças de Deus pelos gestos e ritos específicos de cada sacramento.

Não é possível ser um verdadeiro cristão sem experimentar as graças que abundam dos ritos e gestos da celebração dos Sacramentos. Neste ponto é importante olhar para cada gesto litúrgico nas celebrações específicas dos Sacramentos e suas particularidades. No rito do Batismo existem os sinais da água, do óleo, do sal e da luz que caracterizam a morte para o pecado original e o convite de adentrar na vida cristã pelo compromisso de ser sal da terra e luz do mundo conforme nos orienta o Evangelho. Tais sinais que caracterizam o Batismo denotam como deve ser a vida do cristão: uma constante morte para si mesmo e um ressurgir para Cristo, uma fuga do pecado, vigília constante e por fim um verdadeiro discípulo missionário.

O Sacramento da Confirmação coloca em evidência a ação do Espírito Santo que guia e conduz a vida da Igreja e do cristão. Por que não dizer que a celebração do Sacramento da Confirmação é participar do Pentecostes e do nascimento da Igreja que tem como missão o “ide e a todos anuncia a boa nova do Evangelho?”. A Liturgia da Confirmação trás implícita em si um caráter de questionamento, compromisso e busca provocar o efeito missionário em quem o recebe. E por isso a Igreja recomenda que seja ministrado aos jovens que na força de sua juventude busquem empenho no conhecimento do Evangelho e prática na comunidade cristã.

Tendo mencionado o Sacramento da Eucaristia acima, ressalto ainda sua importância litúrgica na perspectiva da participação dos fiéis em torno da mesa da palavra e do pão. Jesus se faz alimento pela sua palavra e nas espécies consagradas do pão e do vinho, e assim nos confirma que o alimento para a missão é Ele mesmo. É o contato e a intimidade com seu corpo e sangue que nos fortifica para o desafio de fazer sua palavra conhecida e amada entre todas as nações. A centralidade de toda a Liturgia da Eucaristia é o próprio Cristo que nos reúne e nos alimenta com sua palavra e com o seu próprio corpo e sangue.

Nós não somos perfeitos e nem temos a completa razão e domínio sobre as coisas que nos acontecem e por vezes caímos no erro, no pecado e nas omissões. Este acontecimento perdura por toda a vida humana até o término de sua peregrinação terrestre. Em nossa humanidade tão frágil, vem no nosso auxílio o Sacramento da Reconciliação. Aí está uma das mais bela e singular Liturgia: a Liturgia do perdão. Este é um momento de sinceridade, escuta verdade e sobre tudo misericórdia e muito amor. Temos o gesto do sacerdote que ouve atentamente e absolve os pecados em nome da Igreja e conforme o próprio mandamento de Jesus. Lembro aqui uma das palavras mais bonitas do Papa Francisco: “Deus não se cansa de perdoar, somos nós que muitas vezes nos esquecemos de pedir perdão”.


Essencialmente cada um de nós é chamado a viver e testemunhar o Cristo por meio de nossa vocação específica. Aqui entram os dois Sacramentos da maturidade da fé e do compromisso com os irmãos: Ordem e Matrimônio. Tais Sacramentos têm em comum a responsabilidade para com o próximo, seja ela para o conjugue ou para o povo que lhe é confiado. Tal compromisso não exclui e nem diminui os primeiros votos de fé assumidos no batismo e reafirmados pelo sacramento da confirmação. Especialmente na Liturgia do Matrimônio é feito a benção das alianças que mostram claramente este compromisso e essa responsabilidade para com seu conjugue. Durante a celebração do Sacramento da Ordem temos o rito da imposição das mãos, rito a muito prescrito na história da Igreja e que deriva desde o tempo apostólico indicando sua legitimidade e responsabilidade por serem aqueles que estarão à frente da Igreja. Fica evidente, portanto, nestas duas Liturgias um compromisso assumido e uma responsabilidade a ser exercida e que demonstram a maturidade da fé do cristão e seu compromisso com a comunidade.

Nossa peregrinação terrestre tem um objetivo: a morada eterna na casa do Pai. Tal morada já nos foi preparada e está ao nosso alcance pelos méritos de nosso Senhor e salvador Jesus Cristo. Evidente que existe uma Liturgia sacramental que nos prepara para esse encontro com o Cristo e concede forças aos nossos corpos que padecem dia a pós dia conforme a natureza. A Unção dos Enfermos não é somente um dizer que a vida já está no seu término, mas antes de tudo, diz que o Cristo nossa ressurreição está conosco em nossas angústias e dores trazidas pela doença ou mesmo pela idade avançada. A Igreja não poderia estar ausente em um momento tão singular da vida humana como este e nem poderia deixar de dar o seu conforto que é transmitida especialmente por este sacramento de esperança e força. Esta Liturgia é uma das mais bonitas e significativas, pois trás consigo a esperança na ressurreição e o conforto em Cristo após nossa jornada em vida. Temos o rito litúrgico da unção com o óleo dos enfermos que trás como sentido o balsamo que nos livra de toda dor, fraqueza e enfermidade pela ação do Espírito Santo.


Por fim, o ser humano possui várias características como a alegria e a raiva, a doença e a enfermidade, a vida jovem e a vida adulta e apresentam ainda contradições visíveis como a vida e a morte. Evidente que pode nos vir a pergunta: Quem é o homem? E ainda mais quando olhamos as várias Liturgias que circundam a vida humana podemos perguntar de maneira mais profunda: Quem é o homem para que Deus o trate assim com tanto carinho? Tal questionamento os Salmos nos apresentam e acrescenta que pouco abaixo dos anjos fomos formados. Não é meu interesse aqui responder a esta pergunta, mas convidar a olhar e refletir de maneira mais profunda este imenso amor com o qual somos amados por Deus e pelo qual se manifesta nos Sacramentos que acompanham nossas vidas desde o seu início até o término. É claro que a Liturgia nos possibilita participar desse imenso amor e nos conduz a salvação.

Como vamos olhar as várias Liturgias a partir de agora? Com qual responsabilidade vamos nos dispor para que as graças de Deus possam alcançar a vida das pessoas através da Liturgia? Que seja as nossas vidas, palavras e ações uma constante Liturgia de louvor, suplica e agradecimentos a Deus pelo dom da vida e a possibilidade de um dia contempla-Lo na glória sem fim dos céus, a Liturgia celeste.



Por Allan Felipe


domingo, 13 de outubro de 2013

Os três passos para uma fé madura - Evangelho dominical (13/10)

Evangelho do 28º Domingo do Tempo Comum (São Lucas 17, 11-19)


O ponto principal desta passagem é a fé do samaritano. Uma fé madura: nasceu na esperança ("Jesus, Mestre, tem compaixão de nós" v.13), cresce na obediência ("Vão apresentar-se ao sacerdote" v.14) e se manifesta na gratidão ("Jogou-se no chão, aos pés de Jesus, e lhe agradeceu" v.16).

Assim sendo, o samaritano não é apenas curado, mas é salvo ("Levanta-se e vá. Sua fé o salvou" v.19). O samaritano chega a plenitude de sua vida ao reconhecer em Jesus o amor do Pai, a descobrir uma nova vida, onde a alegria e gratidão são e gerarão atitudes espontâneas de amor e paz. A vida que Jesus nos apresenta é uma vida em plenitude, em abundância, porém ela pede uma mudança interior fundamental que é uma livre escolha, para a graça desta vida gratuita.

Jesus está disposto a nos curar de todas as nossas doenças, de nossa depressão, da nossa baixa auto estima, da solidão, do sofrimento, etc., porém para que sejamos completamente curados, precisamos crer em sua Palavra, reconhecer nossa pequenez, que somos pecadores e agradecer por tudo, como nos ensina São Paulo "Em tudo dai graças ao Senhor".

sábado, 12 de outubro de 2013

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil







A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem seu início pelos meados de 1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar, D.Pedro de Almeida e Portugal , Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto-MG.

Convocado pela Câmara de Guaratinguetá, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram a procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram. Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu. João Alves lançou a rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Lançou novamente a rede e apanhou a cabeça da mesma imagem. Daí em diante os peixes chegaram em abundância para os três humildes pescadores.


              Durante 15 anos seguidos, a imagem ficou com a família de Felipe Pedroso, que a levou para casa, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para rezar. A devoção foi crescendo no meio do povo e muitas graças foram alcançadas por aqueles que rezavam diante a imagem.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Outubro - Mês das Missões

No mês de outubro a igreja celebra o mês das missões e nos convida ser missionários. Mas o que é missão e ser missionário? Ou melhor, qual é minha missão e como posso ser missionário? Todos se deparam com essas perguntas, e as respostas nem sempre são claras a primeiro momento! Não é verdade?

O Senhor nos atesta que antes de sermos gerados no ventre de nossa mãe, Ele já havia nos incumbido de uma missão, isso significa que antes da concepção recebemos o chamado de Deus. Isso fica claro em Jr 1,5 – 8 quando o profeta Jeremias toma conhecimento de seu chamado e é ENVIADO às nações que o Senhor designar, e esse será o ponto-chave desse Mês.


A palavra Missão vem do latim "mitto" e significa "enviar”. No dicionário diz que é encargo, poder dado a alguém para fazer alguma coisa.

No batismo somos incumbidos oficialmente a sermos missionários e nossa missão nada mais é do que ser "luz do mundo e sal da terra" e ainda mais como nosso Senhor Jesus nos ordena em Mc 16,15: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda Criatura”. Através dessa missão, Cristo deixa claro Sua vontade de que todas as pessoas de geração em geração proclamem, conheçam e vivam o evangelho. E quando Cristo declara A TODA CRIATURA, são todas mesmo, sem distinção. Lembrem-se: a nossa missão nasce antes mesmo de sermos gerados. Ser missionário é um convite para eu e você. Mt 9,37 vem nos dizer “A messe é grande e os operários são poucos”.

Missionário é aquele que aceita a missão e anuncia o Evangelho, não somente de porta em porta, realizando grandes pregações ou até mesmo viajando o mundo anunciando a Boa Nova, e sim testemunhando com sua vida os ensinamentos de nosso Senhor Jesus Cristo. Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada face, padroeira das missões, no qual celebramos dia 1° de outubro, jamais saiu do Carmelo, não fez grandes viagens, mas seu amor a Jesus Cristo e o ardor missionário conquistou milhares de almas para Deus através de seus escritos e exemplo de vida.

Missionário é aquele que está disposto a sair do comodismo e da terra desconhecida, como Abraão, como os apóstolos que deixaram tudo e seguiram Jesus – “A quem iremos se só Tu tem palavras de vida eterna?”, como os profetas que anunciavam e anunciam com destemor, ou simplesmente ser como Santa Teresinha que não saiu do Carmelo.

A Virgem Santíssima em poucas palavras nos ensina o que é ser um verdadeiro missionário “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” Lc 1, 38, como em Jo 2, 1-12 onde nas bodas de Caná ela nos ensina que ser missionário é anunciar aonde estiver Jesus Cristo, fazer tudo que ele disser, e no final do anúncio todos crerem Nele.

Portanto, missão é envio, ser missionário é aceitar ser enviado, nossa missão é anunciar o Evangelho. Posso ser missionário dizendo sim e assumindo onde estiver que Jesus Cristo deve ser conhecido através das pregações e da nossa vida. Tenhamos uma vida de testemunho do amor de Deus!

Por Alessandra Santos


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