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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Os gestos e atitudes corporais durante a Santa Missa – Ritos Diversos


Entre os gestos contam-se também: as ações e as procissões do sacerdote ao dirigir-se para o altar com o diácono e os ministros; do diácono, antes da proclamação do Evangelho, ao levar o Evangeliário ou Livro dos evangelhos para o Ambão; dos fiéis ao levarem os dons e ao aproximarem-se para a Comunhão. Convém que estas ações e procissões se realizem com decoro, enquanto se executam os cânticos respectivos, segundo as normas estabelecidas para cada caso. IGMR 44.


Como vimos, a Santa Missa possui diversos gestos que falam por si só e que estão diretamente ligados ao decoro pela Sagrada Liturgia. Além dos já citados, falaremos agora sobre alguns que geralmente são omitidos, ou seja, não estão presentes em todas as celebrações.
Seguindo o que diz o quarto capítulo da Instrução Geral do Missal Romano, já falamos sobre a veneração ao Altar e ao Evangeliário; sobre as reverências (vênias) e genuflexões. Agora resta falarmos sobre as incensações e purificações e algumas outras ações realizadas na Semana Santa.

Incensação

O parágrafo 276 da IGMR diz: O queimar incenso ou a incensação exprime reverência e oração, como vem significado na Sagrada Escritura (cf. Salmo 140, 2; Ap 8,3)

Pode usar-se o incenso em qualquer forma de celebração da Missa:
- durante a procissão de entrada;
- no princípio da Missa, para incensar a cruz e o altar;
- na procissão e proclamação do Evangelho;
- depois de colocados o pão e o cálice sobre o altar, para incensar as oblatas, a cruz, o altar, o sacerdote e o povo;
- à elevação da hóstia e do cálice, depois da consagração.



Em relação às formas de incensação, o uso do incenso e do turíbulo, falaremos em breve aqui no blog Liturgia Jovem.

Purificações

As purificações são, para a Liturgia, os atos de limpar ou de tornar algo puro. Nesse caso, falamos dos objetos litúrgicos usados na Santa Missa, que são purificados após a sua utilização.

O parágrafo 279 da IGMR diz: Os vasos sagrados são purificados pelo sacerdote ou pelo diácono ou pelo acólito instituído, depois da Comunhão ou depois da Missa, quanto possível na credência. O cálice é purificado com água ou com vinho e água, que depois é consumida por quem o purificar. A patena se limpa normalmente com o sanguinho.
A finalidade das purificações é recolher os possíveis fragmentos do Corpo e Sangue de Cristo que fiquem sobre os vasos sagrados.



Aspersão

Embora hoje em dia não seja comum, o rito da benção e aspersão da água pode ser realizado em todas as Missas dominicais, substituindo o ato penitencial. Além disso, nas celebrações da Vigília Pascal, na Dedicação da Igreja, na celebração das Exéquias e nas celebrações que recordam o Batismo, os fiéis são aspergidos com água benta, como forma de purificação e renovação do compromisso batismal.



Imposição das Cinzas

Acontece na Quarta-feira de Cinzas, onde os fiéis iniciam o Tempo da Quaresma recebendo na fronte uma cruz com as cinzas dos ramos queimados do ano anterior. O significado é a condição pecadora do homem.




Procissão com os ramos

Celebrada no Domingo de Ramos, a Igreja recorda a entrada de Jesus Cristo Em Jerusalém para realizar o seu mistério pascal. Inicia-se uma procissão com os fiéis levando ramos nas mãos com destino à igreja onde será celebrada a Santa Missa.




Ritual do Lava-pés

Durante a Celebração da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa, os sacerdotes fazem o Rito do Lava-pés. Esse rito consiste na ação do próprio Cristo na última ceia, onde lavou os pés dos apóstolos.




Adoração da Cruz

Durante a Celebração da Paixão do Senhor, na Sexta-feira da Paixão, os fiéis fazem um momento de adoração, exprimindo a reverência com uma genuflexão ou outro sinal apropriado, como um beijo.





           Finalizamos aqui essa série sobre os gestos e atitudes corporais na Santa Missa. Nós do Liturgia Jovem desejamos que todos possam aprender mais com as leituras em nosso blog. Na próxima semana, começaremos uma nova série de posts sobre os Ofícios e Ministérios da Santa Missa.




Alguma dúvida? Mande pra gente!


Referências:
- Instrução Geral do Missal Romano


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Os gestos e atitudes corporais durante a Santa Missa – Liturgia Eucarística e Ritos Finais

Quando falamos em Liturgia, a parte da Santa Missa com maior número de ações é a Liturgia Eucarística. Nela, recordamos a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por conta disso, trata-se da parte mais importante: vivenciar o Sacrifício no Calvário. Como já vimos, os gestos e atitudes são partes integrantes da Liturgia. Os sinais sensíveis, como diz a constituição Sacrosanctum Concilium.

Com razão se considera a Liturgia como o exercício da função sacerdotal de Cristo. Nela, os sinais sensíveis significam e, cada um à sua maneira, realizam a santificação dos homens; nela, o Corpo Místico de Jesus Cristo - cabeça e membros - presta a Deus o culto público integral.
Portanto, qualquer celebração litúrgica é, por ser obra de Cristo sacerdote e do seu Corpo que é a Igreja, ação sagrada por excelência, cuja eficácia, com o mesmo título e no mesmo grau, não é igualada por nenhuma outra ação da Igreja.
Sacrosanctum Concilium, nº 7.



Durante o Ofertório, há hoje uma participação simultânea do sacerdote e dos fiéis. Enquanto o padre prepara o Altar para o sacrifício, com o auxílio dos ministros, os fiéis levam ao Altar as oferendas, em procissão.

Depois de terminado o canto do ofertório e a preparação das oferendas, o sacerdote diz: “Orai irmãos e irmãs...”. Esse é um convite à assembleia, ou seja, um invitatório, que significa um convite à oração, como forma de introdução. A partir desse momento, toda a assembleia permanecerá em pé, acompanhando os ritos que prosseguem, com algumas variações.

Apenas para lembrar algumas partes e suas nomenclaturas, leia o post sobre a Liturgia Eucarística.

No momento da consagração, durante a Oração Eucarística, os fiéis se ajoelham durante a epiclese e ficam até a resposta ao “Eis o Mistério da Fé...”.

Os fiéis ficarão sentados durante o ofertório e após a comunhão, com o silêncio de ação de graças.

Durante a Oração Eucarística, são feitas três genuflexões pelo sacerdote. Uma após a elevação da hóstia (“...Isto é o meu corpo, que será entregue por vós.”). A segunda é feita a pós a elevação do cálice (“... Fazei isto em memória de mim.”). A terceira se dá após o sacerdote fazer a fração da hóstia, antes da comunhão.

Além das genuflexões, as rubricas (indicações do quê e como deve ser feito) do Missal Romano indicam os momentos em que o sacerdote realiza outros gestos e ações como estender os braços, unir e estender as mãos, traçar o sinal da cruz, fazer inclinação etc.



Algumas dicas práticas:


- Durante toda a Oração Eucarística, é permitido aos fiéis participarem apenas com as respostas. É errado proclamar as orações junto com o sacerdote;

- Quem por motivos de saúde não puder ajoelhar durante a consagração, deve permanecer em pé;

- Durante o Pai Nosso, o único que abre os braços é o sacerdote. Os fiéis devem apenas dizer juntos a oração;

- No rito da Paz, todos devem saudar apenas os que estão mais próximos, para evitar dispersões;

- Antes de comungar, devemos fazer no mínimo uma inclinação profunda a Jesus Eucarístico que vamos receber;


Após a comunhão, os fiéis ficam em pé para a Oração depois da Comunhão e sentam-se novamente para ouvir os avisos da comunidade. Para a Benção Final, todos devem fazer uma inclinação durante as palavras do sacerdote e após a benção, traçar o sinal da Cruz.

O último gesto do sacerdote é o ósculo do Altar, semelhante ao que acontece nos Ritos Iniciais. Após isso, o sacerdote e os ministros auxiliares fazem uma vênia para o altar e voltam em procissão para a sacristia, terminando assim a Santa Missa. Aos fiéis, é indicado que façam um momento de ação de graças em seus lugares e, ao saírem da igreja, façam uma genuflexão para o Sacrário e em seguida, o sinal da cruz.


No geral, com essa série de posts falamos sobre os principais gestos e ações litúrgicas que vemos sempre na Santa Missa, pois são comuns a todas. Entretanto, há alguns gestos e ações que não são feitos em todas as missas, como a incensação, outros apenas em tempos litúrgicos específicos, como o ritual do Lava-pés. Este será o tema do post da próxima semana.


Alguma dúvida? Mande pra gente!



Referências:

- Instrução Geral do Missal Romano


Por Thiago Silva.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Inclinação na Profissão de Fé - A liturgia do nosso dia a dia

Hoje vamos discutir sobre uma rubrica do Missal Romano que não é muito praticada em alguns lugares, a maioria das pessoas não devem saber e algumas dioceses não encorajam os fiéis a fazer. Estou falando da inclinação profunda durante a Profissão de Fé.

Primeiro, vamos entender o significado da inclinação:
  • Inclinação de cabeça: deve ser feita, entre alguns outros momentos, quando é dito o nome da Virgem Maria nas Orações Eucarísticas.
  • Inclinação de corpo ou Inclinação profunda: deve ser feita para o altar, durante o Credo às palavras "E se encarnou...".

Pela inclinação se manifesta a reverência e a honra que se atribuem às próprias pessoas ou aos seus símbolos. (IGMR 275)

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