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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A Liturgia celebrada pelos primeiros cristãos



Inicialmente, as primeiras comunidades cristãs não estavam totalmente estruturadas. Os bispos e diáconos são mencionados de passagem e não se sabe ao certo as funções que eles exerciam. Alguns textos do novo testamento como em Hebreus 5,1-4 relatam a figura do sacerdote, mas não os especificam como representantes oficiais padres ou vigários. Conforme os relatos encontrados na Didaqué, espécie de catecismo dos primeiros cristãos, as comunidades viviam em perene clima familiar, onde tudo era repartido em comum e demonstravam claramente que reconheciam todas as coisas como graça e dom de Deus.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A liturgia dos sacramentos e a vida cristã


O centro de toda a vida cristã está na Eucaristia e na celebração dos Sacramentos. O Concílio Vaticano II (cvII), na constituição Sacrosanctum Concilium, ensina que especialmente pelo sacrifício Eucarístico se opera a nossa redenção. Cristo, o enviado do Pai está presente nas ações litúrgicas da Igreja e opera na pessoa do sacerdote ordenado, se faz presença nas espécies do pão e do vinho e é ele mesmo o altar do sacrifício, “sacrifício de si mesmo”.

Sendo a Eucaristia o ato central para a vida do cristão, em nada exclui e nem diminui a importância dos demais Sacramentos da Igreja que santificam as várias circunstâncias da vida humana. Assim, a Liturgia dos Sacramentos transporta as graças divinas aos que se dispõe a recebê-las conforme orienta e instrui a santa mãe Igreja. Pode-se dizer que a Liturgia norteia toda a vida do cristão, e em cada momento específico da vida nos transmite as graças de Deus pelos gestos e ritos específicos de cada sacramento.

Não é possível ser um verdadeiro cristão sem experimentar as graças que abundam dos ritos e gestos da celebração dos Sacramentos. Neste ponto é importante olhar para cada gesto litúrgico nas celebrações específicas dos Sacramentos e suas particularidades. No rito do Batismo existem os sinais da água, do óleo, do sal e da luz que caracterizam a morte para o pecado original e o convite de adentrar na vida cristã pelo compromisso de ser sal da terra e luz do mundo conforme nos orienta o Evangelho. Tais sinais que caracterizam o Batismo denotam como deve ser a vida do cristão: uma constante morte para si mesmo e um ressurgir para Cristo, uma fuga do pecado, vigília constante e por fim um verdadeiro discípulo missionário.

O Sacramento da Confirmação coloca em evidência a ação do Espírito Santo que guia e conduz a vida da Igreja e do cristão. Por que não dizer que a celebração do Sacramento da Confirmação é participar do Pentecostes e do nascimento da Igreja que tem como missão o “ide e a todos anuncia a boa nova do Evangelho?”. A Liturgia da Confirmação trás implícita em si um caráter de questionamento, compromisso e busca provocar o efeito missionário em quem o recebe. E por isso a Igreja recomenda que seja ministrado aos jovens que na força de sua juventude busquem empenho no conhecimento do Evangelho e prática na comunidade cristã.

Tendo mencionado o Sacramento da Eucaristia acima, ressalto ainda sua importância litúrgica na perspectiva da participação dos fiéis em torno da mesa da palavra e do pão. Jesus se faz alimento pela sua palavra e nas espécies consagradas do pão e do vinho, e assim nos confirma que o alimento para a missão é Ele mesmo. É o contato e a intimidade com seu corpo e sangue que nos fortifica para o desafio de fazer sua palavra conhecida e amada entre todas as nações. A centralidade de toda a Liturgia da Eucaristia é o próprio Cristo que nos reúne e nos alimenta com sua palavra e com o seu próprio corpo e sangue.

Nós não somos perfeitos e nem temos a completa razão e domínio sobre as coisas que nos acontecem e por vezes caímos no erro, no pecado e nas omissões. Este acontecimento perdura por toda a vida humana até o término de sua peregrinação terrestre. Em nossa humanidade tão frágil, vem no nosso auxílio o Sacramento da Reconciliação. Aí está uma das mais bela e singular Liturgia: a Liturgia do perdão. Este é um momento de sinceridade, escuta verdade e sobre tudo misericórdia e muito amor. Temos o gesto do sacerdote que ouve atentamente e absolve os pecados em nome da Igreja e conforme o próprio mandamento de Jesus. Lembro aqui uma das palavras mais bonitas do Papa Francisco: “Deus não se cansa de perdoar, somos nós que muitas vezes nos esquecemos de pedir perdão”.


Essencialmente cada um de nós é chamado a viver e testemunhar o Cristo por meio de nossa vocação específica. Aqui entram os dois Sacramentos da maturidade da fé e do compromisso com os irmãos: Ordem e Matrimônio. Tais Sacramentos têm em comum a responsabilidade para com o próximo, seja ela para o conjugue ou para o povo que lhe é confiado. Tal compromisso não exclui e nem diminui os primeiros votos de fé assumidos no batismo e reafirmados pelo sacramento da confirmação. Especialmente na Liturgia do Matrimônio é feito a benção das alianças que mostram claramente este compromisso e essa responsabilidade para com seu conjugue. Durante a celebração do Sacramento da Ordem temos o rito da imposição das mãos, rito a muito prescrito na história da Igreja e que deriva desde o tempo apostólico indicando sua legitimidade e responsabilidade por serem aqueles que estarão à frente da Igreja. Fica evidente, portanto, nestas duas Liturgias um compromisso assumido e uma responsabilidade a ser exercida e que demonstram a maturidade da fé do cristão e seu compromisso com a comunidade.

Nossa peregrinação terrestre tem um objetivo: a morada eterna na casa do Pai. Tal morada já nos foi preparada e está ao nosso alcance pelos méritos de nosso Senhor e salvador Jesus Cristo. Evidente que existe uma Liturgia sacramental que nos prepara para esse encontro com o Cristo e concede forças aos nossos corpos que padecem dia a pós dia conforme a natureza. A Unção dos Enfermos não é somente um dizer que a vida já está no seu término, mas antes de tudo, diz que o Cristo nossa ressurreição está conosco em nossas angústias e dores trazidas pela doença ou mesmo pela idade avançada. A Igreja não poderia estar ausente em um momento tão singular da vida humana como este e nem poderia deixar de dar o seu conforto que é transmitida especialmente por este sacramento de esperança e força. Esta Liturgia é uma das mais bonitas e significativas, pois trás consigo a esperança na ressurreição e o conforto em Cristo após nossa jornada em vida. Temos o rito litúrgico da unção com o óleo dos enfermos que trás como sentido o balsamo que nos livra de toda dor, fraqueza e enfermidade pela ação do Espírito Santo.


Por fim, o ser humano possui várias características como a alegria e a raiva, a doença e a enfermidade, a vida jovem e a vida adulta e apresentam ainda contradições visíveis como a vida e a morte. Evidente que pode nos vir a pergunta: Quem é o homem? E ainda mais quando olhamos as várias Liturgias que circundam a vida humana podemos perguntar de maneira mais profunda: Quem é o homem para que Deus o trate assim com tanto carinho? Tal questionamento os Salmos nos apresentam e acrescenta que pouco abaixo dos anjos fomos formados. Não é meu interesse aqui responder a esta pergunta, mas convidar a olhar e refletir de maneira mais profunda este imenso amor com o qual somos amados por Deus e pelo qual se manifesta nos Sacramentos que acompanham nossas vidas desde o seu início até o término. É claro que a Liturgia nos possibilita participar desse imenso amor e nos conduz a salvação.

Como vamos olhar as várias Liturgias a partir de agora? Com qual responsabilidade vamos nos dispor para que as graças de Deus possam alcançar a vida das pessoas através da Liturgia? Que seja as nossas vidas, palavras e ações uma constante Liturgia de louvor, suplica e agradecimentos a Deus pelo dom da vida e a possibilidade de um dia contempla-Lo na glória sem fim dos céus, a Liturgia celeste.



Por Allan Felipe


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A importância da Fé nos dias de hoje


“Se tiverdes uma fé comparável a um grão de mostarda, direis a este monte: Muda-te daqui para acolá, e ele há de mudar-se. E nada vos será impossível” (Mt 17, 20)

Antes de falarmos sobre fé, alguns questionamentos para refletirmos sobre o tema...



Para o que você veio ao mundo? Por que estamos no mundo? O que você quer para você neste mundo?

O Catecismo da Igreja Católica nos traz algumas respostas:

“Estamos no mundo para conhecer e amar a Deus, fazer o bem segundo a Sua vontade e um dia ir para o Céu. Ser pessoa humana significa vir de Deus e ir para Deus. Nós vimos de Deus, do qual provém toda a felicidade do Céu e da Terra. Entretanto, vivemos no mundo. De vez em quando, sentimos a proximidade de nosso Criador, frequentemente não sentimos nada”.

Mas se viemos de Deus, para que e por que Deus nos criou?

O Catecismo nos diz: “Quando uma pessoa ama, o seu coração transborda. Ela deseja partilhar a alegria com os outros. Nisso ela parece-se com o seu Criador. Embora Deus seja um mistério, podemos pensá-lO de um modo humano e dizer: Ele nos criou-nos a partir do “excesso” do Seu amor. Ele queria partilhar a Sua infinita alegria conosco, criaturas de Seu amor”.

Mas existem pessoas que não acreditam em Deus...

Existem pessoas que não acreditam em Deus. Existem também aquelas que acreditam na existência de um Ser Supremo, porém, afirmam não ter fé neste ser superior. Existem ainda aquelas que creem, porém, afirmam não seguir nenhuma religião.

...E neste emaranhado de possibilidades, nos defrontamos com mais algumas questões...
Quem é Deus?
Eu posso descobrir a existência de Deus?
O que ter fé?
O que é religião?

Quando tratamos sobre Deus, fé e religião, muitas dúvidas e questionamentos nos surgem. Entretanto, isto é algo absolutamente natural, pois, nós, seres humanos, somos seres limitados e, não só em questões relativas a Deus, mas em qualquer assunto que supere nossa realidade humana, surgirão dúvidas, incertezas e, sobretudo, as desconfianças.

Mas o que dizem por aí sobre Deus, fé, religião?

A palavra religião, em sua etimologia, pode denotar três possibilidades: religare (estabelecer elo), religere (respeitar, reparar de modo especial), reeligere (reeleger). Mas será somente isto?


“Para Santa Catarina de Sena, é Cristo o Pontífice que estabeleceu com seu sacrifício na Cruz a ponte entre Deus e o homem, refazendo o elo, a religação, a religião entre Deus e o homem decaído e redimido. Catarina, santa, mística e doutora, sem apegar-se a etimologias, adota o conceito ligado à primeira possibilidade apresentada”.

A “religião” pode ser também considerada “um sistema individual de crenças e de ações habituais que tem por objeto Deus”. Igualmente “religião” pode corresponder “as estruturas sociais e históricas do fenômeno religioso”.


Analisando visões psicológicas sobre o tema, vemos em Freud a religião como uma “neurose obsessiva”. Segundo Freud, a religião é responsável por grandes males na humanidade. Entre eles, está a imaturidade. Para Freud, na religião os homens são mantidos imaturos, pois as crianças, quando se sentem desamparadas e com medo, buscam nos pais abrigo e proteção, como ocorre nas religiões, e deles esperam amparo e cuidado. Elas ainda não são responsáveis por si próprias, mas são conduzidas. Mas, o que nos primeiros anos de vida é natural, bom e necessário, não deveria permanecer quando as pessoas se tornam adultas. Elas devem poder libertar-se dos progenitores e tornarem-se autônomas, se não quiserem falhar em sua vida, o que segundo Freud, não ocorre nas pessoas religiosas.

Muitos também instituem como sua “religião” seu trabalho, seu hobby... Como vemos por aí “A Bíblia” disso, “A Bíblia” daquilo... E muitos também afirmam que a fé seria apenas um simples crer, acreditar em algo...Mas, para nós cristãos, Fé está e vai muito além disso! Fé é conhecimento e confiança!


O Catecismo nos apresenta sete características da fé:


  1. A fé é uma pura dádiva de Deus, que nós obtemos se intensamente a pedirmos
  2. A fé é a força sobrenatural de que necessariamente precisamos para alcançarmos a salvação
  3. A fé requer a vontade livre e a lucidez do ser humano quando ele se abandona ao convite divino
  4. A fé é absolutamente segura porque Jesus o garante
  5. A fé é incompleta enquanto não se tornar operante no amor
  6. A fé cresce na medida em que escutamos cada vez melhor a Palavra de Deus e permanecemos com Ele, na oração, em vivo intercâmbio
  7. A fé permite-nos já a experiência do alegre antegozo do Céu.
Fé é acreditar em algo, uma força maior, acreditar em Deus. Religião é a “ponte” usada por muitos por acharem que essa é a forma de estar mais próximo de Deus. Uma pessoa pode ter fé e não ter religião. Mas é difícil ter religião e não ter fé.

A totalidade dos crentes não pode errar na fé, porque Jesus prometeu aos Seus discípulos mandar-lhes o Espirito da Verdade e conservá-los na Verdade (Jo 14, 17)

Tal como os discípulos acreditavam em Jesus de todo o coração, também nós cristãos devemos confiar em Cristo e na Igreja. A Igreja tem função educativa e não pode se calar. É certo que alguns membros da Igreja podem se enganar e até cometer erros graves, mas a Igreja, como um todo, nunca deve se desviar da Verdade de Deus.

Mas e por que cremos em um só Deus?

Cremos em um só Deus porque, segundo o testemunho da Sagrada Escritura, há um só Deus. Também, segundo um raciocínio lógico, só pode haver um, pois se houvesse dois deuses, um seria a fronteira do outro. Nenhum dos dois seria infinito, nenhum perfeito e, portanto, não seria Deus.
Há um só corpo e um só Espirito, como também uma só esperança a que fostes chamados. Há um só Senhor, uma só fé, um só Batismo. Há um só Deus e Pai de todos, o qual está sobre todos, por todos e em todos vós.(Efésios 4, 4-6)

Nesse Ano da Fé (2012 – 2013), instituído pelo Papa Emérito Bento XVI, somos chamados a nos debruçarmos sobre o Creio. Rezar, meditar e viver essa oração. Do ponto de vista teórico e dogmático, nossa fé está expressa nele. No entanto, nos deparamos constantemente com um sério problema: a incoerência daquilo que acreditamos com o que demonstramos na prática.

A luz de Cristo está em você? Então é preciso coloca-la à vista! Afinal... A fé sem obras é morta!
“Mostra-me a tua fé sem obras e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”!(São Tiago, 2, 18)

Padre Reginaldo Manzotti (2011), em sua pregação sobre o “Ano da Fé” afirma: “A fé não depende de emoção, mas sim, de adesão”!

Temos de estar atentos a nossa Igreja. Há uma grande evasão de fiéis, porque estamos acomodados como Igreja e muitas vezes, nós, em nossos comodismo e individualismo não percebemos o outro. Nós, católicos, precisamos amar a nossa Igreja e nosso Papa. Precisamos manifestar publicamente a fé que abraçamos, precisamos ser apaixonados pela nossa Igreja, depositária de nossa fé.

Pe. Reginaldo pede que nos atentemos, pois, infelizmente, a superficialidade da nossa fé é tremenda. Às vezes, somos nós próprios um empecilho para o Espírito Santo e para a Igreja. Não O deixamos trabalhar em nós, e, assim, impedimos a ação de Deus em nossas vidas, nossas paróquias e até em nossas casas.

Importante nos lembrarmos de que nós colhemos o que plantamos. Nós somos o que comemos... Do mesmo modo, necessitamos nos fortalecer em nossa fé, nos alimentarmos e digerirmos a palavra Deus e teus mandamentos para que possamos viver intensamente a fé cristã em nossas vidas.

A fé não é emoção. Quantos deixam de ir à missa, porque não estão “sentindo” vontade de ir? Se você quer viver sua fé na base da emoção, você está redondamente errado. Você viverá muito mais momentos de aridez do que de consolação. Fé é encontro com o Senhor, é adesão. “Eu quero servir! Independente do que aconteça, não arrede o pé, porque você é fiel a Jesus Cristo, à comunidade e ao carisma” – Pe. Reginaldo Manzotti.

Mas voltando a Freud, ele afirmava que à medida que os frutos do conhecimento se tornam acessíveis aos homens, mais disseminado é o declínio da crença religiosa.


Os avanços científicos continuam, mas nem mesmo a própria ciência ainda não descobriu a verdadeira origem do ser humano.

A verdade é que o conhecimento, de fato, aumentou e muito. O que era o conhecimento e tecnologia no inicio do século XX, época de Sigmund Freud, e o que é hoje? No entanto, a crença religiosa entrou em declínio? Não é o que parece. Ao contrário! O início do século XXI nos traz uma profusão quase excessiva de crenças, religiosidades e ‘fés’. Até o comércio deixa isto visível, quando canais de televisão antes restritos à música ‘do mundo’ agora inserem músicas sacras em sua programação e em sua propaganda de CDs e DVDs.

E Freud errou. O conhecimento se multiplicou, mas a crença religiosa permanece viva, vigorosa, ativa. 

Mas Freud também acertou se pensarmos em outro aspecto de suas palavras. Quando o ser humano se apoia sobre o seu conhecimento e tecnologia, aí sim, começa a declinar a fé em seu coração. Os arroubos dos autos, autoestima, autogerenciamento, automotivação; a confiança no que se faz, dirige, põe no bolso ou constrói tudo isso, aos poucos, pode levar a fé à conclusão: “pra que Deus”?

Infelizmente isso acontece e é uma pena... Pois o conhecimento humano, tão frágil, limitado, imperfeito, é pouco para garantir alguma coisa. Conhecimento que se cala diante de perguntas como o início da vida; que causa barbáries como as guerras...
”Portanto, não temais as suas ameaças e não vos turbeis. Antes santificai em vossos corações Cristo, o Senhor. Estai sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele que vos pedir a razão de vossa esperança, mas fazei-o com suavidade e respeito”(I Pedro 3,15)

Por isso, sábia é a palavra bíblica de Paulo “Vivemos pela fé, não pelo que vemos”. Sim, a fé é aquela semente invisível, plantada no coração, mas que, pela ação de Deus, cresce para nos dar sustentação e força. Fé que gera o Conhecimento pleno, forte, perfeito, capaz de sustentar nossa vida no ar, dando segurança ao voo e certeza do destino final. Tudo porque na sua cruz, Cristo garantiu esta vitória que conhecimento algum, por maior e mais amplo, pode sequer equiparar.
“Deus deseja que nós nos decidamos pela nossa felicidade, aqui já na Terra, optando livremente por Deus, amando-O acima de tudo, fazendo o bem e evitando o mal com todas as forças”.Catecismo da Igreja Católica
Mas ainda assim, muitos insistem na dúvida, na desconfiança, no ateísmo. Contudo, ao nos depararmos com nossa limitação humana veremos que existe algo acima de nosso limite... Somos limitados e isto é incontestável e a própria limitação do homem prova a existência de Deus.

“Se a existência de DEUS fosse provada racionalmente, acreditaríamos na prova e não em DEUS”.



Por Jaqueline Venâncio


domingo, 1 de setembro de 2013

O que é ser Católico?

Católico: totalmente discípulo, missionário; totalmente cristão!

Um jovem me fez essa pergunta. Disse que há algum tempo está em crise de fé e tem buscado a solução em igrejas evangélicas. Em uma delas, ao se confessar católico, ouviu dizer que a palavra “católico” nem sequer está na Bíblia. Pedi que ele abrisse a sua Bíblia no Evangelho de Mateus, capítulo 28, versículos 18b-20.
“É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.”
Você percebeu que fiz questão de colocar em negrito uma palavrinha que aparece de modo insistente no texto: “TODO”. Jesus tem todo o poder; devemos anunciá-Lo a todos os povos, guardar todo o ensinamento d’Ele na certeza de que estará todos os dias conosco. Essa ordem de Cristo foi levada muito a sério pelos discípulos. Em grego a expressão “de acordo com o todo” pode ser traduzida por “Kat-holon”. Daí vem a palavra “católico” (em grego seria: Καθολικός). Ao longo do primeiro e segundo séculos os seguidores de Jesus Cristo começaram a ser reconhecidos como “cristãos” e “católicos”. As duas palavras eram utilizadas indistintamente. Ser católico já significava “ser plenamente cristão”. O Catolicismo, portanto, é o Cristianismo na sua “totalidade”. É a forma mais completa de obedecer ao mandato do Mestre antes de sua volta para o Pai. O mesmo mandato pode ser lido no Evangelho de Marcos 16,15: “Ide e pregai o Evangelho a toda criatura”. Há, portanto, uma catolicidade vertical, que é ter o Cristo todo, ou seja, ser discípulo; e uma catolicidade horizontal, que é levar o Cristo a todos, ou seja, ser missionário. Isso é ser católico: totalmente discípulo, totalmente missionário, totalmente cristão!

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