domingo, 20 de abril de 2014

Ressuscitou! - Evangelho Dominical (20/04)

Evangelho do Domingo da Páscoa (São João 20, 1-9)


"Jesus ressuscita do sepulcro. A vida é mais forte que a morte. O bem é mais forte que o mal. O amor é mais forte que o ódio. A verdade é mais forte que a mentira. A escuridão dos dias anteriores dissipou-se no momento em que Jesus ressuscita do sepulcro e se torna, Ele mesmo, pura luz de Deus, isto, porém, não se refere apenas à escuridão daqueles dias. Com a ressurreição de Jesus, a própria luz é novamente criada. Ele atrai-nos a todos, levando-nos atrás de si para a nova vida de ressurreição e vence toda a espécie de escuridão. Ele é o novo dia de Deus, que vale para todos nós." Papa Bento XVI


A ressurreição de Cristo é a nossa esperança, nela esta explícito o amor de Deus por cada um de nós, um amor tão grande que o levou à morte, para nos restituir a vida! Cristo ressuscitado nos devolve a esperança transformando nosso medo em coragem. O coração humano quando se permite envolver por este amor Divino, torna-se fonte de luz de água viva.

Celebrar a Páscoa vai além de remissão e ressurreição, é confessar com o coração, gestos e palavras que Ele é o Senhor de nossa vida; configurarmos nosso caráter, pensamento, atos e palavras aos dele, é buscar as coisas do Alto; ter aquela coragem de sonhar grande, pensar grande, amar grande e mesmo assim ser pequeno.

Deixemo-nos ser invadidos pela alegria que confessa que Cristo ressuscitou, aleluia! E que façamos como os discípulos, que corramos em direção ao amor que vence a morte, a luz que vence a escuridão.


Por Daiane Alcantara

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Hosana ao Filho de Davi! - Evangelho Dominical (13/04)

Evangelho do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor (São Mateus 27, 11-54)


A Liturgia do Domingo de Ramos é rica em significado, retrata a missão do Servo Sofredor. Lembrando-nos que Cristo foi obediente ao Pai até a morte.

A iniciar por hoje, a Semana Santa propicia o recolhimento, a gratidão, a interiorização pela fé do imenso amor de Deus revelado por Jesus “que esvaziando-se de si mesmo, assumiu a condição de escravo e tornou-se igual aos homens (Fl 2, 7)”. Devemos compreender a obediência de Cristo não como submissão, mas como é pelo amor, o amor prevaleceu, a morte não matou o amor.

Para salvar a humanidade, bastaria que o Filho de Deus morresse por ela. Mas, ele quis passar pelas maiores amarguras morais, físicas e psicológicas que pode passar um ser humano: vítima da traição, ingratidão, humilhação, rejeição, do desprezo e chacota. Morreu por nós, mas escolheu a morte mais humilhante, a da crucificação, que era reservada aos membros mais inferiores e marginalizados da sociedade. A rejeição, paixão e morte de Jesus Cristo, têm sentido se compreendermos que o sofrimento embasado no amor leva a ressurreição, aí está o centro da fé cristã. A dinâmica do amor, impõe que só quem ama é capaz de doar-se livremente: “Se Cristo não ressuscitou, a vossa fé é inútil, e ainda estais nos vossos pecados (1Cor 15, 17)”. De fato, a marca do ser cristão não está na cruz, simplesmente, mas na ressurreição.

Por Daiane Alcantara


A Semana Santa, o Tríduo Pascal e o Tempo Pascal

"Toda a vida de Cristo foi um contínuo ensinamento: seus silêncios, seus milagres, seus gestos, sua oração, seu amor ao homem, sua predileção pelos pequenos em pelos pobres, a aceitação do sacrifício total na Cruz pela redenção do mundo, Sua Ressurreição constituem a atuação de sua palavra e o cumprimento da Revelação". Catecismo da Igreja Católica – 561.


Muitas pessoas hoje em dia não sabem que existe uma diferença entre esses dois tempos litúrgicos. A Semana Santa e, principalmente, o Tríduo Pascal são os dois conjuntos de celebrações que antecedem a festa da Páscoa, onde se inicia o Tempo Pascal. Nesse post, falaremos um pouco sobre a diferença entre esses tempos e sobre as celebrações em cada um deles.
           A Semana Santa é, na verdade, a última semana da Quaresma. Na verdade consiste nos dias que antecedem o Tríduo Pascal. Começa com a celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor.

Nesse dia, a Igreja recorda a entrada do Cristo em Jerusalém para realizar o seu mistério pascal. – Missal Romano

Procissão de Ramos

Nas Missas celebradas nesse dia, comemora-se essa entrada de Jesus Cristo em Jerusalém. Antecedendo a celebração, há a benção dos ramos e a procissão, onde a Igreja saúda Nosso Senhor com “Hosanas ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Jesus, rei de Israel, Hosana nas alturas!” (Mt 21,9). Essa Missa é marcada também com a leitura da Paixão da Paixão do Senhor.
 O Missal Romano indica então as Missas da Segunda-feira da Semana Santa, Terça-feira da Semana Santa e Quarta-feira da Semana Santa. Na Quinta-feira, a celebração que encerra a Semana Santa e, logicamente a Quaresma é a Missa do Crisma. Nessa Missa, celebrada na parte da manhã, cada Bispo concelebra com todos os padres de sua Diocese e são abençoados os santos óleos (o óleo do crisma, o óleo dos catecúmenos e o óleo dos enfermos – falaremos em outro post sobre eles). Durante a homilia dessa celebração, o Bispo exorta os sacerdotes à fidelidade aos seus ministérios e os convida a renovarem as promessas sacerdotais.

Papa Bento XVI durante a benção dos santos óleos
Rito do Lava-pés
Celebração da Paixão do Senhor
Vigília Pascal com o Papa Bento XVI



 Nessa mesma Quinta-feira, na parte da tarde, dá-se início o Tríduo Pascal com a celebração da Missa da Ceia do Senhor. Nesse dia, são celebrados os mistérios da instituição da Eucaristia e do sacerdócio e o mandamento do Senhor sobre o amor e a caridade fraterna. Faz parte da liturgia nesse dia o Rito do Lava-pés, onde o sacerdote repete o ato de Nosso Senhor na última ceia. Um fato interessante é como se essa celebração não houvesse um final. O sacerdote não dá a benção, convidando a todos à adoração eucarística, que pode se estender também à manhã da sexta-feira. A reserva eucarística é retirada do Sacrário nesse dia e guardada em outro local na igreja, voltando apenas após o fim do Tríduo Pascal.



No segundo dia do Tríduo Pascal, a Sexta-feira da Paixão do Senhor, temos a Celebração da Paixão do Senhor. Sempre na parte da tarde, por volta das quinze horas, a Igreja celebra o mistério de Jesus e sua humilhação e sacrifício na Cruz. Nesse dia, não há Celebração Eucarística, mas apenas a Comunhão, que é precedida da Liturgia da Palavra, com a leitura da Paixão do Senhor e da Adoração da Cruz. É costume também em muitas paróquias que nesse dia se faça uma grande Procissão do Senhor Morto.


Seguindo o último dia do Tríduo Pascal, o Sábado Santo também é um dia onde a Igreja não celebra nenhum Sacramento (exceto a Comunhão aos doentes) e permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua Paixão e morte.  Encerra-se, portanto, o Tríduo Pascal.
Nesse mesmo sábado, a partir do começo da noite e antes do amanhecer do Domingo, a Igreja entre em alegria plena. Começa então o Tempo Pascal com sua primeira celebração, a Vigília Pascal. Essa celebração consta de grandes quatro partes, sendo elas a Celebração da Luz, a Liturgia da Palavra, a Liturgia Batismal e a Liturgia Eucarística. Mesmo sendo celebrada na noite do sábado, vale ressaltar que a Missa da Vigília é a verdadeira Missa do Domingo de Páscoa e da Ressurreição do Senhor.


Para a Celebração da Luz, todos os fiéis devem permanecer com velas que serão acesas com o fogo novo do Círio Pascal. É então feita a Proclamação da Páscoa, que é um grande hino de louvor. Na Liturgia da Palavra, há então uma proposta de sete leituras do Antigo Testamento e duas do Novo Testamento, trazendo então os principais relatos de todo plano da nossa salvação. Já na Liturgia Batismal, o sacerdote então convida todos a lembrarem e renovarem as promessas batismais. Ao final da vigília, segue então a Liturgia Eucarística, que é realizada como nas demais Missas.
No Domingo de Páscoa e da Ressurreição do Senhor, a Igreja toda está em festa, tanto é que se inicia a Oitava de Páscoa. Pra quem já viu aqui no blog, as oitavas são um período de oito dias em que se celebram as maiores festas litúrgicas. Daí segue-se o Tempo Pascal, que vai até a festa de Pentecostes.


Como vimos nesse post, a Liturgia da Santa Igreja Católica Apostólica Romana é riquíssima em símbolos e significados. Preparemos nossos corações para ressuscitar com Nosso Senhor Jesus Cristo e vivermos essa Páscoa!




Referências:

- Missal Romano;
- Instrução Geral do Missal Romano;
- Catecismo da Igreja Católica.


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Ressurreição de Lázaro - Evangelho Dominical (06/04)

Evangelho do 5º Domingo da Quaresma (São João 11, 1-45) 


Hoje o evangelho nos propõe a reavivar a fé que recebemos no batismo; a chave para vida é a fé, pois todo aquele que a tem, mesmo que morto, vive e quem não a possui, mesmo que vivo já morreu.

A morte é um estado de ausência de relacionamento, sendo assim este estado pode nos acometer em qualquer momento da vida, e isso se dá quando somos egoístas e levados por este sentimento pecamos. O pecado é ausência de Deus, é a negação do amor. Assim como Caim matou por inveja seu irmão Abel, nós matamos as pessoas com gestos e palavras, atos e omissões, e pecando nos isolamos, deixando de amar, morremos espiritualmente, pois "o salário do pecado é a morte".

O amor nos impulsiona a viver, a sorrir, a amar, a nos dispor, a compreender o outro, a viver na gratuidade, assim como Cristo que vai ao encontro de Maria e Marta para chorar a perda do amigo, devemos agir da mesma forma nos abrindo para a pessoas, amando-as, respeitando-as, nos importando com seu bem estar.

Então o Senhor da Vida, faz com que Lázaro ressuscite dos mortos. Este é um dos sete sinais narrados pelo evangelho de João, um episódio que revela algo mais profundo sobre a identidade de Jesus. Para João, Jesus é vida e ressurreição; somente Ele pode superar as forças destruidoras desse mundo. Mais ainda: quem acredita em Jesus tem a vida eterna (João 17, 1-3).

Que nós aprendamos a amar, pois este é o caminho da verdadeira libertação, da felicidade, da paz e da vida plena.

Por Daiane Alcantara


domingo, 30 de março de 2014

Cego de nascença - Evangelho Dominical (30/03)

Evangelho do 4º Domingo da Quaresma (São João 9, 1 - 41)


Progredindo em nossa caminhada quaresmal, compreendemos ainda mais o senso libertador e revolucionário de Jesus com as pessoas; ele mesmo disse "Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogá-los, mas dar-lhes pleno cumprimento, porque em verdade vos digo que, até que passem o céu e a terra, não será omitido nem um só i, uma vírgula da Lei, sem que tudo seja realizado." (São Mateus 5, 17-18). Hoje o cego de nascença do evangelho, experimentou a cura física e espiritual; aquele que nada enxergava, depois do encontro com Cristo passa a enxergar a luz da fé, a possibilidade de uma nova caminhada.


E quantas vezes nós somos como este cego do evangelho, que vive nas trevas, se queixando de Deus e não tomamos posse da graça de ser D'Ele, de esperar e nos entregar totalmente a Ele. Talvez pela comodidade, assumamos uma postura de ateísmo ao invés que assumir a verdade: Cristo prefere os pecadores, os pobres e marginalizados. Aceitar esta verdade é não ser indiferente as dores do mundo, é mudança de dentro para fora, é buscar com toda alma, coração e entendimento este amor que preenche, faz feliz; é buscar com garra e persistência a santidade: levar Deus para todos os lugares, manifestar sua presença através de seus gestos e palavra; é ser dono de si: saber lidar com seu jeito de ser, de amar, de sentir, de pensar, de ter suas limitações e saber o que você pode e se disponibiliza aos outros.

O mundo hedonista, consumista e superficial não compreende isso! Ao questionarem o cego sobre a origem de Jesus, ele mostra-se livre, pois diz o que pensa; corajoso, pois não se intimida; sincero, pois não renuncia à verdade. Antes de se encontrar com Jesus, o cego é um homem prisioneiro das “trevas”, dependente e limitado. “Não sabe quem o curou…” Finalmente, encontrando-se com Jesus, que lhe pergunta: “Acreditas no Filho do Homem”, manifesta a sua adesão total: “Creio, Senhor”. Prostra-se e O adora.

Cego é todo aquele que possui uma imagem distorcida de Deus e da realidade. Peçamos a Deus que purifique nossos olhos, para que enxerguemos as necessidades do mundo, a beleza de cada amanhecer e a riqueza que é ser cristão.


Por Daiane Alcântara

domingo, 23 de março de 2014

Água viva - Evangelho Dominical (23/03)

Evangelho do 3º Domingo da Quaresma (São João 4, 5-42)


O evangelho de hoje, nos convida a encontrar Jesus, refletir sobre nossos atos e omissões, e a contemplar seu coração, clamando para que Ele faça o nosso coração semelhante ao vosso, deixando-nos inundar com água viva que nos purifica, sacia e liberta. O encontro libertador do Messias com a samaritana nos preenche de alegria e esperança, Cristo vem em busca dos marginalizados pela pobreza, gênero, raça ou religião.

domingo, 16 de março de 2014

Cristo transfigurado - Evangelho Dominical (16/03)

Evangelho do 2º Domingo da Quaresma (São Mateus 17, 1-9)


No segundo domingo da Quaresma contemplamos a antecipação da ressurreição de Cristo, vemos sua glória e a sua verdadeira luz. Jesus transfigurado se apresenta como um novo Moisés, que encontra a Deus sobre um novo Sinai no meio da nuvem, com o rosto luzente, assistido por Moisés e Elias, privilegiados por revelações sobre o Sinai, que anunciaram a lei que Jesus deveria cumprir. A voz celeste ordena que o obedeçamos e os discípulos prostraram-se diante do Mestre. A glória de Cristo era transitória, pois ele era o servo que deveria ser rejeitado, sofrer e morrer por nossos pecados.

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