domingo, 30 de novembro de 2014

Vigiai - Evangelho Dominical (30/11)

Evangelho do 1° Domingo do Advento (São Marcos 13, 33-37)


Somente agora Jesus responde à pergunta dos discípulos: "Dize-nos, quando vai acontecer isso, e qual será o sinal de que todas essas coisas estarão para acabar?" (v.4). Mas, em vez de informar quando e como, Ele indica apenas como o discípulo deve se comportar. Testemunhar sem desanimar antecipando a vinda de Jesus, com sua ação evangelizadora e sua misericórdia transformadora. O Reino prometido por Jesus é a recompensa para aqueles que seguem a Deus: "Quem ouve essas minhas palavras e as põe em prática, é como o homem prudente que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enxurradas, os ventos soprarão com força contra a casa, mas a casa não caiu porque fora construída sobre a rocha" (São Mateus 7, 24-25), para aqueles que apesar das dificuldades ultrapassaram a medida e não ficaram nas máscaras como os judeus, para quem foi o humano que pode e deve ser, aqueles que como São Paulo podem dizer: "Combati o bom combate, terminei a minha corrida, conservei a fé." (2 Timóteo 4, 7).

O Advento, tempo de espera e muita expectativa para aquele que virá, duma espera ativa que nos leva a refletir e a nos livrar de excessos e mágoas que ainda dominam nossos pensamentos e coração, para bem participar da alegria de ter nosso Senhor nascendo em nossa vida, trazendo paz, alegria e amor para nossos desafios cotidianos. Fiquemos atentos para receber o menino Jesus, talvez ele não aguarde até 25 de dezembro e chegue antes, e como estará seu coração, sua vida e relacionamentos? O Evangelho já nos adverte: "Vigiai pois não sabeis quando será o momento" (v.33). Que Deus humilde, pobre e simples possa nos encontrar prontos para recebê-Lo e que possamos lhe ofertar a nobreza de nossos corações.

Por Daiane Alcantara


Cristo Rei! - Evangelho Dominical (23/11)

Evangelho da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo (São Mateus 25, 31-46)



A festa de Cristo Rei encerra o Ano Litúrgico. São Mateus descreve com imagens grandiosas a vinda de Jesus Rei-Messias que faz seus eleitos passarem de seu reinado ao Pai. É o último ensinamento de Jesus, onde faz uma exortação à conversão. Seu juízo não levará em conta obras excepcionais, mas a misericórdia. Um dia teremos o encontro com Cristo, que agora se apresenta a nós nos pobres. Diante do Pai, Jesus salva, para a vida eterna, os que deram testemunho dele, praticaram a misericórdia e foram perseverantes até o fim. Festejando hoje Cristo, Rei do Universo, proclamamos nossa inabalável fé no Deus que conduz a história à sua plena realização, ainda que por caminhos, para nós, incompreensíveis.

Por Daiane Alcantara


domingo, 16 de novembro de 2014

Os Talentos - Evangelho Dominical (16/11)

Evangelho do 33º Domingo do Tempo Comum (São Mateus 25, 14-30)


Não basta estar preparado, esperando passivamente a manifestação de Jesus. A parábola dos talentos evidencia a questão do Reino do Céus. É preciso arriscar e lançar-se à ação, para que os dons recebidos frutifiquem e cresçam. Diante da manifestação do Reino, a vida é o dom por excelência. Com ela cada qual recebe igualmente, talentos - virtudes, para "investir" em prol do Reino. No julgamento, Ele pedirá contas pelos dons concedidos, como o da vida e até mesmo do nosso corpo; em nome de uma falsa liberdade, pecamos quando vivemos nossa sexualidade de forma errada, quando fazemos tatuagens ou até mesmo em abortos, a desculpa é sempre a mesma "O corpo é meu, eu faço o que quero com ele.", pessoas com vícios como os de beber, fumar ou usar drogas, se escondem atrás das mesmas desculpas como "Quem bebe morre/fuma morre? Mas quem não o faz também morre!"; nosso corpo e nossa vida, não são nossos, são de Deus e servem para glorificar a Deus e antecipar a vinda do Reino. O que você dirá sobre seus dons, que os repartiu, os fez crescer ou que escondeu? Diante dEle, o medo não pode  perseverar e nem mesmo serve de justificativa. O cristão não pode, primeiro, pensar em si, na sua segurança pessoal, nos interesses particulares para depois pensar no Reino, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça; e tudo o mais nos será dado por acréscimo (Mt. 6, 33). Quem assim não agir, corre o risco de perder até mesmo o talento que recebeu como dom.

Por Daiane Alcantara


domingo, 9 de novembro de 2014

Dedicação da Arquibasílica de Latrão - Evangelho Dominical (09/11)

Evangelho da Festa da Dedicação da Arquibasílica do Latrão (São João 2, 13-22)


Celebra-se o aniversário da Dedicação da Arquibasílica de São João do Latrão, a catedral do Bispo de Roma. Importa penetrar no ministério simbolizado pela igreja-edifício. A partir da encarnação do Filho de Deus, não existem mais templos materiais como morada de Deus entre os seres humanos. A verdadeira morada de Deus entre os humanos é o Cristo jesus: "Destruí este templo e em três dias o levantarei". Jesus estava falando do próprio corpo". A verdadeira morada de Deus é o próprio Jesus Cristo e, por extensão, o Cristo total, a Igreja, A verdadeira Igreja é a assembleia reunida. Quando se celebra a Dedicação da Igreja do Santíssimo Salvador, comemora-se o mistério da Igreja universal em comunhão com o Bispo de Roma.

Por Daiane Alcantara


domingo, 26 de outubro de 2014

Ame o Senhor teu Deus - Evangelho Dominical (26/10)

Evangelho do 30° Domingo do Tempo Comum (São Mateus 22, 34-40)


"Ame ao Senhor seu Deus com todo o seu coração, com toda a sua alma, e com todo o seu entendimento." (v. 37) 



Deus, em sua infinita bondade, nos criou por amor e para o amor. Se nós o amamos, foi porque Ele primeiro nos amou.  A essência de todo ser humano é o amor. Esse amor nós o contemplamos em Jesus - o ser humano em plenitude.

Jesus resume a essência e o espírito da vida humana num ato único com duas faces inseparáveis: amar a Deus com total entrega de si mesmo, porque o Deus verdadeiro e absoluto é um só e, entregando-se a Deus, o homem esvazia-se a si mesmo, o próximo e as coisas; amar ao próximo como a si mesmo, isto é, a relação num espírito de fraternidade e não de opressão ou de submissão. Fomos feitos para este amor divino-humano que Jesus viveu e hoje nos revela: o amor a Deus e ao próximo, que não tem fronteiras, não é passageiro, nem interesseiro, nem ilusório ou de palavras, mas gratuito, perene, indiviso e de ações. O amor de Deus é gratuito, fiel e operante, não é como o "amor" que o mundo nos oferece, que nos apresenta numa sala de cinema, um amor romântico entre duas pessoas que é abalado por qualquer terceiro - situação ou pessoa; Deus te leva aos pés da cruz e diz isto é amor, não há amor maior do que quem dá a vida por seus amigos.

À medida que o vivermos desta forma, nós nos tornaremos homens e mulheres livres, capazes de amar sem medida. Amando assim, a começar pelo nosso próximo mais próximo, seremos geradores de vida e estaremos vivendo o Reino de Deus revelado por Jesus..


Por Daiane Alcantara


Nosso Reino de Deus - Evangelho Dominical (19/10)

Evangelho do 29º Domingo do Tempo Comum (São Mateus 22,15-21) 


O que pertence a Deus, senão tudo em nossa vida, e mesmo nossa próprio vida? E quantas vezes tentamos ludibriar essa única verdade - que tudo a Deus pertence - com desculpas, queixas e resmungos. Questionar a Jesus se é lícito pagar imposto a César  é desvirtuar a realidade, desviar a atenção do real problema de exploração e opressão que o povo vivia. O imposto era o sinal da dominação romana; os fariseus a rejeitavam, mas o partidários do Herodes a aceitavam. Se Jesus responde "sim", os fariseus o desacreditarão diante do povo; se ele diz "não", os partidários de Herodes poderão acusá-los de subversão. Mas Jesus não discute a questão do imposto. Ele se preocupa é com o povo: a moeda é "de César", mas o povo é "de Deus". O imposto só é justo quando revertido em benefício do bem comum. Jesus condena a transformação do povo em mercadoria que enriquece e fortalece tanto a dominação. O novo povo de Deus pertence unicamente a Deus, é só Deus pode exigir do homem adoração. Qual não é nossa falta de coragem em lutar pelo construção de nosso mundo melhor chamado Reino de Deus. Que nosso cansaço e comodismo não sejam empecilhos e não turvem a clareza desse grandioso projeto de Deus para nossas vidas.


Por Daiane Alcantara

domingo, 12 de outubro de 2014

Nossa Senhora da Conceição Aparecida - Evangelho Dominical (12/10)

Evangelho da Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida (São João 2, 1-11) 


No Evangelho das Bodas de Caná encontramos uma riqueza imensa de símbolos que nos remetem à profundidade da mensagem que o evangelista pretende passar. Segundo São João, o primeiro sinal que Jesus realiza é a mudança da água em vinho.

O texto sagrado nos revela "No terceiro dia, houve uma festa de casamento em Caná da Galiléia, e a mãe de Jesus estava aí." (v.1), a sugestiva imagem da festa, do vinho, do casamento, nos transportam a um ambiente onde o amor, a alegria, o gosto pela vida estão harmoniosamente entrelaçados. A presença de Jesus e sua mãe, com os discípulos, dão um sabor especial ao acontecimento. Nesta atmosfera festiva e de intensa humanidade, símbolo da união entre Deus e a humanidade, realiza-se de maneira definitiva na pessoa de Jesus,  nova aliança que Deus quer realizar com todas as pessoas. Sem Jesus, a humanidade vive uma festa de casamento sem vinho. Maria representa a comunidade que nasce da fé em Jesus, e suas palavras são um convite: "Façam tudo o que Ele vos disser." (v. 5), com a mediação de Maria, a humanidade já experimenta a alegria da eternidade. Ao falar que sua hora ainda não havia chegado, Jesus se refere à sua paixão, morte e ressurreição que acontecerá para reconciliar com Deus a humanidade.

Jesus usou a água que os judeus usavam para a purificação para transformar em vinho; os judeus estavam demasiadamente preocupados com sua purificação e a religião multiplicava os ritos de purificação. Ao mudar água em vinho Jesus nos prova que a verdadeira religião não se baseia no medo do pecado; o que importa é receber o Espírito de Jesus "Não entristeçam o Espírito Santo, com que Deus marcou vocês para o dia da libertação. Afastem de vocês qualquer aspereza, desdém, raiva, gritaria, insulto, e todo tipo de maldade. Sejam bons e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente assim como Deus perdoou vocês em Cristo." (Efésios 4, 30-32) que é este vinho novo.

O episódio de Caná é uma espécie de resumo daquilo que vai acontecer através de toda a atividade de Jesus: sua palavra e ação transforma as relações dos homens consigo mesmo, dos homens com os irmãos e dos homens com Deus.


Por Daiane Alcantara

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