domingo, 24 de agosto de 2014

Assunção de Nossa Senhora - Evangelho Dominical (17/08)

Evangelho da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora (São Lucas 1, 39-56)


Ainda no seio de sua mãe, João Batista recebe o Espírito prometido. Reconhece o Messias e o aponta através da exclamação de sua mãe Isabel. O cântico de Maria é o cântico dos pobres que reconhecem a vinda de Deus para libertá-los através de Jesus. Cumprido a promessa, Deus assume o partido dos pobres, e realiza uma transformação na história, invertendo a ordem social; os ricos e poderosos são depostos e despojados; e os pobres e oprimidos são libertos e assumem a direção dessa nova história.

A ressurreição é um presente que Deus nos concedeu por meio do seu Filho. Esse presente é mesmo uma graça, pois nada fizemos para merecê-lo. É Deus mesmo, em seu profundo amor, que nos concede a salvação. Maria também recebeu esse presente, Porém, diferentemente de nós, a Virgem fez por merecer tamanha graça. Em toda a sua existência, ele sempre procurou ouvir e colocar em prática a vontade de Deus Pai. Serva fiel, Maria foi a primeira a colaborar na obra de redenção. Se alguém mereceu o presente da ressurreição, esse alguém foi a Virgem Maria. Celebrar a Assunção, portanto, é celebrar a participação de Nossa Senhora na vitória de Cristo sobre a morte.



domingo, 10 de agosto de 2014

Coragem! Sou eu. Não tenhais medo! - Evangelho Dominical (10/08)

Evangelho do 19º Domingo do Tempo Comum (São Mateus 14, 22-33)


No segundo domingo de agosto comemora-se o dia dos pais, das Vocações Matrimoniais e início da Semana Nacional da Família.


Estamos em constante processo de desenvolvimento, evolução e aperfeiçoamento; somos incompletos e imperfeitos, e ao aceitar esta verdade nos colocamos humildemente a caminhar sobre a guarda de um Pai que nos ama e cuida de nós; nós nunca estaremos prontos, sempre existem pontos a serem melhorados. Mesmo no caminho certo, nos aproximando de Deus basta que paremos ou nos coletemos para o lado para bater o medo. Deus caminha ao nosso lado, nos anima constantemente com o seu Vem cheio de misericórdia e incentivo. Mas qual não é a força do vento que bate, que nos recorda nossas misérias, fraquezas e limitações.. Obrigando-nos a um confronto com nossos pecados e erros próprios. Não devemos nos esquecer que Deus dirige seu convite "Vêm" carregado de ternura e companheirismo aos fracos, limitados e pecadores; Deus não deseja que caminhemos até Ele, mas que caminhemos ao seu lado.

Por Daiane Alcantara

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Dê você mesmo de comer a quem tem fome - Evangelho Dominical (03/08)

Evangelho do 18º Domingo do Tempo Comum (São Mateus 14, 13-21)


Até o que é bom sem Deus é ruim, comer, por exemplo, é ótimo, maravilhoso e prazeroso, porém se nós passamos do ponto, cometendo o pecado da gula, ao invés de nós alimentarmos, ficarmos satisfeitos, ficamos com mal estar, com dor e até falta de ar. "O pouco com Deus é muito, e o muito sem Deus é nada". As pessoas passam a vida toda correndo atrás da felicidade de fachada, de prazeres momentâneos e passageiros: o consumismo, o poder, o prazer, as aparências, porém não têm amor, carinho, ternura, diálogo, respeito e consideração; temos que conquistar as coisas que o dinheiro não compra, caso contrário seremos miseráveis mesmo que milionários. Temos que buscar o essencial. O Evangelho de hoje mostra muito bem que o dito popular "pouco com Deus é muito" tem razão. Os discípulos de Jesus querem despedir o povo por não ter comida suficiente, mas são provocados a não o despedirem. Diferente do "faça o que falo, não o que faço", Jesus antecipa o que Ele mesmo fará de si mesmo na Eucaristia. Ele deu de si mesmo aos famintos. Eis a lição: dê você mesmo de comer a quem tem fome. Frequentemente buscamos fugir da responsabilidade do irmão faminto que bate à nossa porta. Esperamos que ele encontre outro lugar para matar sua fome, mais do que uma interpretação espiritualizada, demos nós mesmos de comer. Se não tiver pão para dar, seja você mesmo o pão para seu irmão. Não podemos fugir da missão para qual fomos chamados.

Por Daiane Alcantara

terça-feira, 29 de julho de 2014

O verdadeiro tesouro - Evangelho Dominical (27/07)

Evangelho do 17º Domingo do Tempo Comum (São Mateus 13, 44-52)


Sábio é todo aquele que, tendo descoberto esse "tesouro", "vende" tudo o mais, para adquiri-lo. 



Jesus é o autêntico Mestre. E, como tal, exerce toda a autoridade que lhe foi dada para ensinar e revelar a sabedoria, a riqueza, a grandeza que envolvem a dimensão do Reino. Para entrar no Reino é necessário decisão total. Apegar-se a seguranças, mesmo religiosas em troca da justiça do Reino, é preferir bijuterias a uma pedra preciosa. Descobrir toda essa preciosidade do Reino é encontrar o grande tesouro da existência. Nada é mais significativo do que a "pérola do Reino". Pois é a única de valor incalculável e eterno. Tudo o mais é transitório e passageiro. O que não passa é o valor do Reino, que é vital, permanente e definitivo. Sábio é todo aquele que, tendo descoberto esse "tesouro", "vende" tudo o mais, para adquiri-lo. Entre o superficial e o essencial, melhor é adquirir o vital, de valor imutável, que é o Reino dos Céus, conforme manifestado pelo Cristo Senhor.


Por Daiane Alcantara


domingo, 20 de julho de 2014

Parábolas - Evangelho Dominical (20/07)

Evangelho do 16º Domingo do Tempo Comum (São Mateus 13, 24-43)


O tempo comum têm a cor verde para representar que é o tempo de viver as pequenas coisas, sentir e compreender a vida que flui e cresce a vontade de seu criador, respeitando as regras da natureza e que ainda não estamos prontos, "maduros" e temos muito a aprender. Neste período, a liturgia nos propõe refletir as parábolas do Reino.

O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente. Aparece, porém o joio semeado pelo inimigo. O dono deixa crescer um e outro até a colheita. Então, na colheita, o semeador separa o joio do trigo, cortando-o e lançando-o no fogo.

Em seguida, Jesus conta mais duas parábolas, a do grão de mostarda e a do fermento na massa. Jesus explica a primeira parábola, ensina que o bem e o mal convivem no Reino. A vida em Deus é proposta e não imposição. Deus é paciente.

A parábola do grão de mostarda nos ensina que o Reino nasce pequeno e humilde e, aos poucos, vai crescendo, se torna grande e forte. Trata-se de um processo dinâmico, duradoura e constante. Assim como uma floresta inteira cresce sem que ninguém a note, sem fazer barulho, esta é a maneira que a presença de Deus se revela em nossas vida, ele age no silêncio.


Por Daiane Alcantara

domingo, 13 de julho de 2014

Semear, semear, semear... - Evangelho Dominical (13/07)

Evangelho do 15º Domingo do Tempo Comum (São Mateus 13, 1-23) 



Semear, semear, semear.. Jesus nos revela sua experiência. Fala-nos da semente lançada na terra e nos mostra os diferentes tipos de terreno que é o nosso coração. Ele é a semente, o verbo, mas também é o semeador. Não se deixa abater diante do terreno, mas se põe a lançar a semente. Não desiste, mas persiste. Esta é a missão de todo batizado. Acolher a Palavra de Deus, entendê-la, deixar que ela crie raízes e tornar-se semeador, missionário. Mesmo que o trabalho pareça em vão, o verdadeiro semeador jamais desiste da missão. Está sempre disposto a acolher a Palavra semeada e por ela deixa-se transformar. Aceitar Jesus como Messias, mesmo como falhamos faz com que compreendamos as dificuldades para implementação do Reino. Os obstáculos para compreender a palavra do Reino são: alienação, que tira o poder de decisão humana; as perseguições concretas que causam desânimo; as estruturas políticas e econômicas que fascinam e seduzem. A compreensão da Palavra do Reino se realiza na dramaticidades dos conflitos pessoais e sociais.  Portanto, busquemos acolher a Palavra de Deus em nosso coração e semeá-la sem jamais cansar.


Por Daiane Alcantara

domingo, 6 de julho de 2014

Jugo suave, fardo leve - Evangelho Dominical (06/07)

Evangelho do 12º Domingo do Tempo Comum (São Mateus 11, 25-30)


"É preciso ter uma meta, e a nossa meta é muito grande. Quem se acostuma com coisa pequena não pode ir para o céu. O céu é para quem sonha grande, pensa grande, ama grande e tem a coragem de viver pequeno. Isso é o céu.” Padre Léo

Cristo em sua oração de louvor ao Pai, fala "Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado." (v. 25-26)


Jesus nos indica que Deus quis se revelar não aos fariseus e doutores da Lei que absolutizavam a Lei, consideravam-se justos e dignos de salvação porque cumpriam-na, de maneira "cega" e metódica; mas aos “pequeninos”, os discípulos, os primeiros a responder positivamente à oferta do “Reino”; e também os pobres e marginalizados que Jesus encontrava todos os dias pelos caminhos da Galileia, considerados malditos pela Lei, mas que acolhiam, com alegria e entusiasmo, a proposta libertadora de Jesus.

Aceitar Jesus e segui-lo para fazer uma experiência profunda e íntima de Deus: Ele, o Filho, tem uma experiência profunda de intimidade e de comunhão com o Pai. Quem rejeita Jesus não poderá conhecer a Deus: quando muito, encontrará imagens distorcidas de Deus e se achará no direito de julgar o mundo e os homens. Mas quem aceita Jesus e O segue, aprende a viver em comunhão com Deus.

Jesus mostra que o Messias esperado não é dominador, é humilde. Quando Jesus convida a tomar o seu jugo suave, é bom ter em mente que o jugo remete ao poder dos soberanos. Ele, ao falar para tomarmos sobre nós o seu jugo, admite que é um soberano, mas seu jugo deve ser suave porque Ele não é o Rei de coroa de ouro, seu trono não está num palácio, veio humilde e preferiu permanecer humilde, servir do que ser servido. Isso apenas os humildes conseguem entendem.


Por Daiane Alcântara

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